HPV, o inimigo oculto

26/01/2010 09:25

O número de mulheres contaminadas pelo Papiloma vírus humanos (HPV)  cresce a cada dia, apesar das constantes campanhas de conscientização a respeito do uso da camisinha.

Sabe-se que o vírus pode ficar em estado latente (ou seja, sem se manifestar) no organismo humano por vários anos. Isso ocorre especialmente em homens, que tem um número reduzido de sintomas.

A fase de doença sexualmente transmissível, quando se desenvolvem as verrugas genitais, por exemplo, é muito contaminante. Nesse período o simples contato com as lesões pode transmitir o vírus para o parceiro (a). O tratamento pode ser feito através da cauterização química, pelo laser, por congelamento ou pelo calor.

Após um período variável de contaminação, alguns pacientes desenvolvem lesões no colo uterino, vagina, vulva e pênis que, se não tratadas podem tornar-se malignas, acarretando em mutilações e até mesmo na morte do indivíduo.

A prevenção inicial do câncer de colo de útero se dá pelo uso irrestrito da camisinha.

Hoje contamos com um instrumento muito precioso, que é a vacina contra o HPV. Ela pode ser aplicada em todas as meninas a partir da primeira menstruação até os 25 anos.

O melhor instrumento para detecção precoce do câncer de colo uterino é o exame de Papa Nicolau ou cito patológico. Ele deve ser realizado anualmente a partir do início da vida sexual.

Outro exame diagnóstico importante é a colposcopia, que aumenta a imagem do colo do útero em até 30 vezes e mostra pequenas lesões que não são identificadas a olho nu.

É essencial ter em mente que o melhor tratamento é o precoce, e para que isso seja possível esteja sempre em dia com sua revisão ginecológica.

 

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